“Até quando vamos tolerar monstros dentro de casa?”
Um caso revoltante chocou Araraquara na noite de sábado. Um homem foi preso em flagrante após agredir sua companheira e acertar um soco em um bebê de apenas 9 meses. A cena de horror aconteceu dentro da própria residência da vítima, e escancara o que muitos fingem não ver: a violência doméstica continua sendo uma epidemia silenciosa e cruel.
Agressão covarde e brutal
Segundo a Polícia Militar, o agressor estava alterado e partiu para cima da mulher com socos e empurrões. No meio da confusão, atingiu o bebê, que precisou ser levado ao hospital. O homem foi detido e levado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A mãe e a criança estão em segurança, mas o trauma não se apaga com boletim de ocorrência.
Violência doméstica: o crime que mora ao lado
Casos como este não são exceção — são rotina. Mulheres seguem sendo agredidas dentro de casa, muitas vezes por parceiros que deveriam protegê-las. E quando a violência atinge até um bebê, fica claro que não há limites para a brutalidade de quem se sente impune.
Onde está a rede de proteção?
A pergunta que fica é: por que ainda é tão difícil romper o ciclo da violência? Onde estão os programas de prevenção, os abrigos seguros, o apoio psicológico, a resposta rápida do Estado? A cada agressão ignorada, a cada denúncia abafada, mais uma mulher corre risco — e mais uma criança cresce cercada pelo medo.
Não é caso isolado — é falha coletiva
Este crime não é apenas responsabilidade do agressor. É também reflexo de uma sociedade que normaliza o machismo, silencia a dor feminina e falha em proteger os mais vulneráveis. Araraquara precisa reagir. O Brasil precisa reagir. Porque quem bate em mulher e criança não merece desculpas — merece cadeia.


